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domingo, 22 de janeiro de 2012

O Pensamento Novo - Primeira Parte

As diversas abordagens da ciência no Século XX, fazendo novas descobertas e inveções, em especial na Física, colocaram na ordem do dia uma nova leitura da natureza, a necessidade portanto de um segundo olhar sobre a realidade que nos cerca.

A natureza não é mais a mesma. Nada é absolutamente concreto, definitvo, nem o conhecimento.
Na realidade mais profunda, a natureza revelou-se instável, dinâmica, um permanente vir a ser, onde seus componentes básicos surgem e desaparecem à velocidade da luz, de tal forma que nos "aparecem" estáveis, imóveis.

Quando olho para uma mesa, por exemplo, ela me parece fixa, imutável. Mas, se amplificá-la revelando o infinitamente pequeno, vejo o turbilhonar de particulas aniquilando-se e resurgindo em pacotes regulares, de acordo com a frequência em que meus olhos veem, ou seja, meus olhos não percebem os intervalos entre os pacotes porque captam o movimento das particulas nos mesmos instantes em que "aparecem", em um ritmo simétrico. Da mesma forma, quando toco a mesa, sinto-a compacta, sólida. Mas, isso não passa de um efeito sincrônico entre as particulas de ambos, sujeito que percebe e objeto percebido. Assim como meus olhos captam na mesma frequência dos pacotes de luz, as particulas que compõem as moléculas das mãos também vibram na mesma cadência. É uma simetria surpreendente, orquestrada. (Haveria um Maestro?)

Imagine um sala com vinte carteiras, nas quais sentam-se vinte pessoas. A cada segundo, entra uma pessoa pela porta principal e, simultaneamente, sai uma outra pela porta secundária, a velocidades próximas a da luz. Apesar do entra e sai, meus olhos veem permanentemente todas as carteiras ocupadas, embora não pelas mesmas pessoas. É como se piscasse a cada entrada-saída. Portanto, não apreenderia o movimento de troca.

Agora, vamos entrar no campo da pura especulação. A Fenomenologia nos diz que os fenômenos, aquilo que vemos e percebemos como exteriores a nós, nos "aparecem" em face da relação entre o sujeito e o objeto. Portanto, como os sujeitos são diferentes, ninguém vê da mesma forma as mesmas coisas. Muito bem. Por trás dessa diversidade de "aparições" deve haver um "ser" do fenômeno, algo que ele é, independentemente de quem olha, ou de ser olhado. Mas, ainda segundo a Fenomenologia, esse "ser" do fenômeno, embora exista, é indeterminado. Ele só é determinado no instante da relação sujeito-objeto.

Dando asas à imaginação: será que podemos aproximar esta visão com a da física quântica e deduzir que se, de um lado, o constante rearranjo subatômico dos objetos e, de outro, a singularidades dos sujeitos, fazem com que os fenômenos sejam sempre colapsos de onda singularizados? (conforme algumas interpretações da física quântica, não muito aceitas por parte dos cientistas). Em outras palavras, nós, inevitavelmente, rearranjaríamos singularmente cada objeto.
Voltando ao exemplo da sala com carteiras, é como se a cada instante um sujeito diferente olhasse para dentro da sala.Cada um veria sempre vinte pessoas sentadas, mas não as mesmas. ( Assista ao vídeo ao lado)
continua....

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